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The Indivisible Number One (PT/EN)

É bem verdade que se parte sozinho, mas em boa certeza também se vive sozinho. Podemos ocupar espaço com outras pessoas, com trabalho, com viagens e outras ocupações & distrações.

Mas se prestarmos bem atenção, vivemos a nossa vida sozinhos. Ninguém entende a plenitude de quem somos, nem nós mesmos, nem a forma como experienciamos a vida, e muitas vezes ainda somos apanhados desprevenidos com o modo como reagimos às situações.

Não existe mais ninguém aqui dentro para além de nós mesmos, e há todo um universo desarticulado a manifestar-se aqui.

A simples ideia de alma gêmea, de alguém que me complemente e me entenda sem que tenha de dizer o que estou a pensar ou a sentir, é um bom exemplo desta profunda e inconsciente vontade de termos uma companhia com quem possamos partilhar a nossa vida. Principalmente as nossas inquietudes.

Mas em boa verdade aqui só mora um, nesta casa a que gosto de chamar de doce solitude.

#Aconchego


EN

It’s truly known that we leave this life alone, but we can also get for certain that we live this life alone. We can fill the space with other persons, a job, travelling and others occupations & distractions.

But if we look really close, we can acknowledge that we live our lives alone. No one can understand the plenitude of who we are, not even ourselves, neither the way we experience our own lives, as we still often get taken by surprise with our own reactions.

There is no one else here inside but ourselves, and there is a messy universe playing in here.

The simple idea of a soulmate, someone that completely and totaly understand us without having to say what we are thinking and feeling, it’s a good example of this profound and insconscious need of having someone to share our lives. Mainly our restlessness.

But there is truly just one living in this house that I like to call my sweet solitude.

#Warmth

Rating: 1 out of 5.

The Person That I Sleep With (PT/EN)

Se são fãs de séries, filmes e livros envolventes, bem vindos ao meu mundo. E se forem bem românticos, então acabaram de acertar bem na espinha dorsal daquilo que a mim me ausenta de mim mesma.

E não é igual para todos, pode ser a atenção na vida alheia, a preocupação pelo dia de amanhã, tudo o que nos ausenta de nós mesmos, isto é, que nos retira do momento presente.

Há assim uma certa raiva, uma ansiedade, uma injustiça que se acalma com a mezinha do alheamento próprio.

Existe uma outra mezinha que tenho experimentado, aos poucos, e que tem sido muito estimulante e também tem bons resultados quando entro na cama. Tem sido a experiência de ser honesta comigo mesma, e parece simples, mas para mim necessita de algum tempo. Isto porque perante algo eu pergunto se é aquilo mesmo que quero para mim e depois aguardo pela resposta. E pode demorar um pouco:)

E com isto às vezes deparamos-nos com respostas com as quais não estamos inteiramente confortáveis (pelo menos nas primeiras vezes). Isto porque pode significar afastarmos-nos de pessoas ou de situações que nos são queridas, alterar planos já confirmados e avançar por caminhos nem sempre claros.

Então por exemplo, se aquela pessoa ou situação não são boas para mim, se sinto algum desconforto com algo, já se perguntaram porque se mantêm ali? Se forem como eu é só para parecerem que são boas pessoas (honestas, fiéis e confiáveis).

Mas tenho a dizer que esta boa pessoa, à noite, não vai dormir muito bem porque fez muita asneira com ela mesma durante o dia;)

#Máscaras #Aceitação


EN

I am a huge fan of tv series, movies and books, and if you like them too I must welkome you to my world.  And there is an extra if they are the romantic kind, because those are the backbone of what I do to absent myself.

And it’s not the same for everyone. It can be when you only pay attention to the way that others live their lives, or constantly worrying about your future, or every other behaviour that take us away from being present.

And with this medicine of self absence a certain amount of anger, anxiety and injustice feeling calms down.

However, there is another kind of medicine that I have been trying, wee by wee, and it has been very stimulating and with good results when I go into my bed. It´s the experience of being honest with myself, and it seems simple, but for me it takes some time.

So when I face something I ask myself if I am ok with it, and then I wait for the answer. And I don’t know if it is the same with you, but for me it takes time for the answer to come.

And the answer can be uncomfortable (at least the first times), because it can mean moving away from people or situations that I care about, or changing plans or following unclear paths.

Do you ever wonder why you stay with a person/persons or in situations that are not good for you?  If you are like me, it’s just to look like you are a good person (honest, faithful and reliable). But I have to say that this good person will not be sleeping very well at night, because it has being screwing up her life during the day.

Can I Make Myself Happy? (PT/EN)

Esta questão tem estado aqui, a pairar junto da minha cabeça. Será que é possível eu conseguir fazer-me feliz?

Ou será que são os outros que me trazem essa felicidade? Pela atenção deles, pela companhia, pelas partilhas, pelo amor deles? Será que sem isto eu conseguiria ser feliz, isto é, conseguiria estar em paz, calma e confortável?

O caminho mais simples que encontrei foi o de começar a trocar a palavra Outros pelo meu nome.

Assim será que me consigo dar Atenção?

Será que me consigo fazer Companhia?

Será que consigo estar presente para o que me acontece?

Será que me consigo dar Amor?

A resposta que veio foi muito rápida e por isso duvidei dela um pouco, era sim a tudo. Será mesmo? Será que me consigo dar Atenção quando esta mente está tumultuosa e agora quer isto e daqui a pouco aquilo. Será que me consigo dar Amor quando para me respeitar tenho de dizer Não a outros? Aqui a imagem muda de figura.

E ainda fui um pouco mais longe, em vez de serem os outros a darem-me será que eu consigo dar aos outros?

Será que consigo dar Atenção aos outros, ouvindo o que têm a dizer sem interromper?

Será que consigo fazer Companhia aos outros, estando presente para o que quiserem partilhar?

Será que consigo Partilhar, por exemplo, a minha vulnerabilidade com os Outros?

Será que consigo Amar os outros, respeitando as nossas diferenças?

Tenho de admitir que me cativou esta aventura que estas questões permitiram, a liberdade de poder construir por mim mesma a minha própria felicidade.

#Amor Incondicional


EN

This question has been here, hanging over my head. Is it possible for me to make myself happy?

Or is it that only others can bring me that happiness? From their attention, their company, sharing moments, their love? Could I be able to be happy without this? Could I be at peace, calm and comfortable?

The simplest way that I found was to start by replacing the word Other with my name.

So, can I give myself Attention?

Can I make my self Company?

Can I be Present for what happens to me?

Can I give myself Love?

The answer came so quickly that I doubted. It was Yes to everythig. Is it really so? Am I able to pay attention to myself when this mind is in a turmoil and is always changing what it wants? Can I give mysel Love when I have to say no to others in order to respect myself? Here the scenario changes.

And so I went a little further, asking if I can give to others the same things I wanted from them?

Can I give Attention to others, listening to them without interrupting?

Can I make Company to others, being present for their sharing?

Can I share with others, for example, my vulnerability?

Can I Love others, by respecting our differences?

I have to admit that I was captivated by the adventure that this questions allowed, the freedom to be able to built my own happiness.

#Inconditional Love

A Rainbow of Colours (PT/EN)

É assim a nossa presença, um arco íris de cores, da mais fria à mais quente.

Ouve-se falar tanto da dualidade, de triste a feliz, de verdadeiro a mentiroso, de preguiçoso a hiperativo, de concentrado a destrambelhado, de pálido a moreno e verdade seja dita que a aceitação de que aqui, limitado por esta pele, se vive tudo isto, não é tarefa leve.

O perceber que por vezes nos sentamos no banco da vítima e noutras no papel do agressor, que muitas vezes somos compassivos e outras vezes de uma intransigência atroz, de que tanto vestimos as cores frias do inverno como as cores quentes do sol tropical. E sentirmos-nos em paz, por aos poucos e com o tempo percebermos que somos disto tudo um pouco. Que não é porque às vezes somos agrestes, que não podemos perceber e ver em nós onde por vezes também somos imensamente bondosos.

O Arco Íris tem isto, as várias cores do espectro em toda a sua amplitude e frequência hertziana. A dificuldade é a aceitação, a paz quando se sabe que na superfície que reflete a nossa flexibilidade e fluidez existem as cores do controlo e inflexibilidade.

#Aceitação #Paz


EN

This is how our presence is, a rainbow of colors that range from the coldest to the warmest.

One hears so much about duality, from sad to happy, from true to liar, from lazy to hyperactive, from concentrated to unruly, from pale to dark, and truth has to be said that the acceptance that we live all of this in the limits of our skin, is not a light task.

To realize that we sometimes sit on the victim’s bench and on other times  we stand in the role of the aggressor, that we are often compassionate and other times express an atrocious intransigence, that we wearboth the cold colors of winter and the warm colors of the tropical sun. And to feel at peace, brought little by little and with time to us, as we realize that we are all of this. That even if  sometimes we are harsh,  we can perceive and see in ourselves where we are also immensely kind.

A Rainbow has this, the various colors of the spectrum in all of their’s amplitude and hertzian frequency. The difficulty is acceptance, feeling at peace knowing that in the surface that reflects our flexibility and fluidity there are also the colors of control and inflexibility.

#Acceptance #Peace

Tips to ruin a beautiful relationship

Decidi pôr aqui as mãos na obra e olhar para a beleza com que conseguimos rapidamente arruinar uma boa de uma relação.

Acho que vou fazer isto devagar, porque isto é mel a correr nas nossas veias quentes.

A primeira dica é muito simples, quando encontras a tua cara metade (borboletas na barriga, palpitações cardíacas, estados anaeróbios recorrentes,…) essa vai passar a ser a pessoa responsável pela tua felicidade. Toma nota porque esta dica é fundamental logo no início da relação;)

Assim tudo o que essa pessoa faz (ou não faz), diz (ou não diz) passa a ser determinante para a qualidade do nosso dia, para o tamanho do sorriso na nossa boca e para a velocidade a que este nosso coração palpita.

Assim tu (o outro) passas a ser responsável pela minha felicidade. E se por algum acaso o dia não te corre bem e não estás presente para toda esta salutar conversa que por aqui vai, começo a estranhar. Se calhar já não me consegues fazer feliz, se calhar já não é aqui que queres estar. E a coisa ganha tensão, acidifica.

Quando voltas a estar presente, está aqui aquela tensão, aquele ácido. Fim da primeira dica.

(To be continued)