Broken

Alguma vez te sentiste partida/o, estilhaçada/o pelo chão?

Rendida/o às correntes da vida, que te trazem as evidências de que nada é como supostamente quereríamos que fosse. E que por vezes somos autistas extremosos, convencidos que controlamos o mundo e a Vida. E porque eu quero sofregamente algo que me satisfaça, que me traga paz, algo externo, que utopicamente nunca nos preencherá.

Já te sentiste abandonada/o, deixada/o para trás, preterida/o, só?  Impotente, inábil, incapaz?

E nestes últimos dias, tens percebido a fragilidade que existe aqui dentro? Que continuamos a existir mesmo perante o medo, a incerteza, a constatação de que este planeta vivo e esta Vida se irão manter para lá dos nossos desejos de persistirmos para toda a imortalidade. E que se calhar o conceito de infinito, de cosmos sem fim, com que esta pequena mente se debatia, agora deixa de ser assim tão assustador, tal qual a proximidade a um abismo.

E que esta sensação de estilhaçada/o, de fragilidade, de vulnerabilidade, afinal existe aqui para a vivermos. E que é Ok!

E que não é por a vivenciarmos que o nosso mundo acaba?

Alguma vez te sentiste partida/o, estilhaçada/o pelo chão?

Haven´t we all?

 

#Aceitação #Amor Incondicional #Harmonia

 

Be with Me

O tempo e o espaço parecem estar enlaçados, sem grandes planos a longo termo nem a longa distância.

O bairro, a casa, o quarto passou a ser a distância que medimos, um pouco claustrofobicamente.

As dimensões passaram de ser medidas a semanas, meses, semestres, existindo agora na unidade do dia, da hora e espantemos-nos do minuto.

Os milhares de quilómetros, gomos percorridos da terra, são agora medidos a metros, centímetros e louvemos esta pequena existência do milímetro. Milímetros de pasta dentífrica gasta, de chá e de vinho bebido, de arroz na embalagem, de páginas lidas, de mensagens escritas.

O presente, o momento do agora, está mais próximo, mede-se em fracções de minuto e de milímetro. Está aqui, para estarmos naturalmente com ele.

E embora tudo pareça pequeno, demasiado fácil de alcançar, arrisco dizer que um pouco desprezível, poderemos concordar que deixamos de ser engolidos pela correria de agarrar o próximo semestre longínquo e a seguinte milha digital ou aérea. E o que é palpável, imediato, próximo, real, exequível, junto a mim, aqui mesmo ao meu lado, a uma distância que posso agarrar, passou a estar disponível para mim. e assim também nós para eles.

#Amor Incondicional #Aceitação

Life Commandments

A Vida pede-te que,

Só por hoje faças asneira da grossa. É suposto que o faças!

Só por hoje engana-te e esquece-te das coisas. És Humano!

Só por hoje é permitido libertares a raiva com dois berros, três pratos partidos e 4 portas fora dos eixos. Acontece!

Só por hoje lembra-te que a tua mente paranóica, quer que tudo corra de uma forma que ela te berra que é a correcta! Só porque ela sente uma descarga de adrenalina e de prazer quando isso acontece! E se vires é apenas fruto do medo do que ela não controla, o desconhecido. Uau!!

Só por hoje permite-te! Quando acontecer fazeres merd& lembra-te que é isso que é suposto acontecer. Permite-te abrir-te ao que não controlas.

Muita merd& para ti.

Só por hoje;)

Our World

Qual é a tua realidade?

Que fantasias vivem em nós que nos afastam da realidade?

Eu sou capaz de fantasiar imenso com relacionamentos, com um sucesso profissional que valide as minhas capacidades. Em miúda queria uma família diferente, um grupo de amigos que me acolhesse. E muitas vezes apanho-me nessas viagens alucinantes e para mim o que me ocorre de seguida é

Qual é a minha realidade?

O que é que está efetivamente a acontecer?

E logo que esta fantasia de controlo se desfaz continuo com as perguntas. O que tem de bom para mim a realidade não acontecer como eu quero?

E a primeira coisa de boa que me costuma ocorrer é a de que neste momento acabei por ficar um pouco mais presente para mim. E a segunda é a de questionar o que tenho a aprender com o que está a acontecer?

Expectations vs Reality

Stay In

O meu movimento natural é de contracção, de ir dentro, de parar. E a forma como este movimento se expressa é muito simples, começa com um sentimento de tristeza, que surge do nada. Sem nenhuma justificação, nem teia de argumentos, é mesmo do nada que surge. E logo de seguida a presença racional vem e apresenta-me uma lista de argumentos, desta situação que aconteceu, de alguém que fez isto, de ti mesma que fizeste aquilo.

Quando tenho muita sorte, vem muito intenso, gutural e nasce num grito fundo interno que muitas vezes se expressa no externo, e há um choro enrolado, um dobrar sobre o próprio estômago e depois uma ressaca de uns dias. Isto se tiver sorte. Se não tiver, posso andar que tempos cabisbaixa a tentar tocar no que me torna assim tristonha.

Aos poucos tem existido um movimento contrário, o de abertura, o de abrir-me a essa experiência, sem rejeição da emoção, e cada vez menos interpretações lógicas e racionais do que origina estes ciclos. E assim a emoção vive-se e eu vou dentro, fundo, repousando em águas quentes.

Tenho a dizer que me toca muito a profundidade de algo criado, que vem sempre de um momento introspectivo, parado, dentro, fundo. E depois olho a expansão da obra feita, exposta, partilhada. Tem assim um toque místico, vulnerável, erótico. Eu não consegui resistir.

# Amor Incondicional #Aceitação