The Fragility of Our Strengths (PT/EN)

Há uma expressão que nos diz que “O que não queres ser não te deixa ser”. No que não queremos existe tensão, é um caminho que seguramos pela mão da força, que quer impor e controlar, que quer influenciar, que é intenso e tenso.

E não queremos ser aquilo que nos fragiliza, aquilo que acreditamos afastar os outros de nós deixando-nos isolados. Eu não quero ser egoísta porque isso demonstra falta de carácter e falta de humanidade. Eu não quero ser burra porque isso afasta as pessoas inteligentes que admiro. Eu não quero ser desleixada porque isso faz com que outras pessoas não queiram partilhar um quotidiano comigo. Há uma imagem a ser defendida de quem eu acho que sou.

Existe uma forma muito interessante de olhar para as nossas fragilidades, em vez de nos debruçarmos sobre elas vamos olhar para o seu oposto, isto é para as nossas forças. Se quiserem explorar um pouco podem fazer uma lista das vossas fraquezas. Se tiverem dificuldade em fazer essa auto observação, podem olhar à vossa volta e ver que características nos outros mexem visceralmente convosco.

Assim, se eu não quero ser egoísta a questão que se coloca é a seguinte, será que consegues deixar de querer ser altruísta? E fica aí um pouco.

Se não queres ser burra, será que consegues deixar de querer ser inteligente? Consegues abandonar essa vontade? E fica aí um pouco mais.

E por fim se não queres ser desleixada, será que consegues considerar a ideia de não quereres ser cuidada? E fica aí mais um pouco.

Quando relaxamos perante as nossas fragilidades conseguimos experienciar um banho de tranquilidade e de pacificação, como se a mão que aperta as ondas do mar se aquietasse.

#Alquimia


(EN)

There is an expression that says that “What you don’t want to be won´t let you be”. There is tension in the things that we don’t want, because it is a path that we hold with the strength of our hand, imposing and controlling, influencing, and it is intense and tense.

We don’t want to be that that weaken us, believing that it will make others drive away from us letting us isolated. So I don’t to be selfish because it will show that I lack character and sense of humanity. I don’t want to be dumb because the intelligent people that I admire will go away. I don’t want to be careless because it will make the people that I care leave. There is an image of myself that I need to defend.

There is however a very interesting way to approach our fragilities, that it is from their opposite, our strengths. If you want to explore a little bit more you can make a list of your fragilities. If you struggle with this you can look around and see the traits in others that make you restless.  

So the question is if you don’t want to be selfish can you abandon your willing to be unselfish. Stay there, with this thought.

If you don’t want to be dumb, can you abandon your desire to be intelligent? Stay there a little bit more.

And if you don’t want to be careless, can you leave behind your need to take care of yourself? And stay there a little bit longer.

When we relax beholding our fragilities we can experience an immersion of tranquillity and pacification, as we witness the hand that squeezes the sea waves calming down.

#Alchemy

Publicado por Joana Mourisco

Nasci no Porto em 1978 e a minha formação académica é de engenharia. Desde que me lembro que questiono quem sou e se realmente me conheço. E é desta forma que vivo os dias, à procura de me conhecer um pouco mais.

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