Monthly Archives: Abril 2018

Estes pais que existem só para nos estragarem a vida

É verdade. Os Pais existem para nos estragarem a vida, aliás é algo que acordam em uníssono quando uma nova criança lhes chega ao colo. É logo ali delineada toda uma complexa estratégia para estragar e danificar o bem estar da criança. São culpados, é isso mesmo, responsáveis por qualquer trauma, carência, falta de amor próprio, defeitos que a criança desenvolve.

E podem ficar descansados, que como adultos, nada será esquecido.

Mas se calhar convém também lembrar, que embora a criança siga as migalhas da imitação, ela escolhe exactamente o que quer. Aquilo que tem mais afinidade ressoa. Assim no seu processo de desenvolvimento, ao amadurecer, idealmente o adulto deveria aprender a distanciar-se como pessoa daquilo que os pais são. E que melhor forma senão a de reconhecer que eles também têm as suas opiniões, as suas dificuldades, as suas limitações, são assim uma fonte finita, imperfeita, que trouxe ao mundo alguém que também é finito, imperfeito e imensamente limitado.

Afinal não é isto que todos queremos, Amor Incondicional!

#Reequilíbrio Emocional #Clareza #Amor Incondicional

Ainda sobre aquilo que não me dás!

Então e quando não recebo aquilo que quero, atenção, carinho e respeito. Que tipo de processo passamos aqui dentro?

Podemos achar que tudo fica bem, que não é o momento, que não é a pessoa, compreendemos que o outro tem os momentos dele, que agora não está disponível. Mas e nós como ficamos? Será que fica tudo igual?

Podemos compreender que tudo está bem assim, que para ter respeito tenho de respeitar.

Mas honestamente, intimamente, será que ficamos iguais? Ou algo em nós, numa parte escondida, não identificável, inconsciente, orgânica, reage. Fica tensa. Magoada. E a partir daí as nossas reacções passam a ser de pedir mais (principalmente quando o outro não está disponível), de manipular, de ficar ressentidos, amuados. E quando nos apercebermos não entendemos o que origina aquilo. E continuamos à espera…relaxando apenas quando o outro responde aos nossos pedidos, às nossas exigências.

Relaxar, perceber que por vezes somos intolerantes, carentes, exigentes, que somos tudo isto e muito mais. Porque outras vezes somos confiantes, sentimos compaixão, somos imensamente tolerantes. Somos tudo isto e muito mais. Mas principalmente estarmos atentos àquilo que esperamos do outro, e perguntarmos-nos se afinal também conseguimos dar a nós mesmos o que esperamos do outro.

#Aceitação #Beleza #Alegria

 

O que não me dás

O que quero do outro é atenção, carinho e respeito. E toda a nossa vida nos regemos por estes preceitos.

Tudo isto porque nos queremos sentir seguros, acompanhados, que alguém demonstre o quão importantes somos na sua vida. Mas quando isto falha e, não tenho a atenção, carinho e respeito do outro, o que acontece é que o nosso mundo passa a ser um local inseguro, sem estrutura, onde amanhã posso não ter o que preciso para viver.

Mas o que quero afinal do outro, para além de atenção, carinho e respeito quando lhe peço? Quero que o outro deixe de estar presente para ele mesmo quando estou eu chego? Quero roubar a sua atenção, para que só assim me possa sentir segura, acompanhada, presente?

Mas porque preciso do outro para tudo isto! Afinal toda esta manipulação esgota e se esgota.

E se formos mais honestos connosco, e optarmos estar presente para nós mesmos, atentos a nós mesmos, nos nutramos com carinho, nos respeitemos a nós mesmos, será que nos sentiremos seguros? Será que essa sensação de segurança vais estar sempre aqui?

Será que nos andamos a cansar em vão?

#Clareza

A Adrenalina Emocional

Há uma adrenalina que percorre o corpo, como uma onda fria. Há os viciados em adrenalina.

Existem os estados de excitação emocional, onde o medo, a alegria, a ansiedade, aquele abismo que o corpo percorre quando o chão falta, quando se sente o estômago a ser sugado, podem ser imensamente viciantes.

Nada como viver a vida na ponta dos pés, de emoção em emoção, de adrenalina em adrenalina, de caco em caco, sempre no pico dos batimentos cardíacos.

Para os viciados em adrenalina emocional, existe um emplasto milagroso. O Agora! O que estou a fazer agora! A minha corrida no momento presente, não no futuro nem no passado. Sinto este corpo? Sinto estes dedos, estes pés? O coração bate? A que ritmo?

#Remoção de Mágoas #Insegurança