Monthly Archives: Março 2018

Sexualidade

Sexualidade não é sexo.

Sexualidade é a forma como relaxamos perante o que mais prazer nos dá. Assim se tenho uma refeição aprazível, será que tenho tempo para a experienciar, será que naquele momento estou disponível para estar presente para os meus sentidos, permitindo-me que pequenas coisas como o palato ou a sensação física da comida ao toque me proporcionem um momento delicioso, prazenteiro.

E como a comida, podemos falar do afeto com que nos vestimos, com que cuidamos do corpo, com que tomamos conta de nós, com que nos nutrimos quando dedicamos aquele momento do dia ao que mais gostamos, ao que mais nos nutre (seja ouvir uma música, dançar uma melodia, ler um livro, desligar o telemóvel …).

A nossa sexualidade não existe fora de nós, noutro corpo que se manifesta de quando a quando. A nossa sexualidade existe neste momento em que escrevo e em que me lêem. Existe em tudo o que tocamos.

# Sexualidade #Harmonia #Aceitação

A Vergonha

A vergonha começa por pequenas coisas, uma timidez velada, um corar quando alguém olha ou fala connosco, aquele nervosismo de quem quer chegar a todo o lado para que tudo corra de feição.

São pequenas coisas, como a vergonha de algo em nós que não gostamos (pode ser do nosso corpo), de não sermos suficientemente bons, suficientemente capazes, suficientemente iguais para assim nos integramos e sermos aceites.

Ser diferente e principalmente sentirmos-nos diferentes dos que nos rodeiam, cria em nós o medo da rejeição.

E é esta sensação de diferença que se explora, desenvolvendo empatia pelos outros. Mas não esquecendo principalmente que podemos começar por nós. Por sermos empáticos connosco, compreendendo as malhas de que somos feitos e de que forma as nossas pequenas diferenças funcionam a nosso favor na nossa vida.

#Amor Incondicional #Alegria

Ansiedade

A dificuldade de lidar com o desconforto que sentimos, quando algo não está a correr como achamos que deveria estar, quando acredito que não deveria estar em falta com ninguém, quando efectivamente nos debatemos com tudo o que não controlamos. Principalmente com o que os outros pensam de nós. Será que sabem o que eu penso de mim? Que não sou capaz, que não sou inteligente, que sou insegura, que …, que … Será que também descobriram isso sobre mim?

Ter consciência que eu penso tudo isto de mim, e que por vezes sou tudo isso … e claro muito mais. E que não é possível saber e controlar o que o outro pensa de mim, relaxa.

Mas principalmente compreender que quero algo do outro (afeto, atenção, segurança, aceitação), e o medo do que ele possa vir a pensar de mim, de descobrir tudo isto que eu também penso de mim, pode tornar-se numa porta aberta… Para me redescobrir.

# Alquimia #Harmonia