Monthly Archives: Outubro 2017

O Tempo pergunta ao Tempo

Embora o desafio seja sempre vivenciar o momento presente em toda a sua potencialidade, seja uma alegria seja uma frustação, o tempo permite-nos perceber as diferenças entre uma postura de observador ou o peso da responsabilidade.

Assim se a nossa experiência é hoje de frustação perante um amigo que nos rejeita e amanhã algo igual acontece, percebo que esta é uma situação que pode acontecer. A rejeição.

Se a minha experiência é hoje de alegria extrema porque alguém me abriu a porta a novas oportunidades e amanhã algo de semelhante me acontece, percebo que esta é uma situação que pode acontecer. A ajuda do próximo.

Assim ambas as experiências acontecem na minha vida e posso vivenciá-las se estiver disponível naquele momento, quer para algo que me fruste quer para algo com que rejubile.

Ficar agarrado pela responsabilidade de que, eu sou aquele pessoa que os amigos rejeitam ou eu sou aquela pessoa que os amigos ajudam, condicionam a nossa experiência. Para além de podermos estar a limitar que, quer a alegria quer a tristeza existam em nós.

Assim o tempo traz isso, a imagem do caminho que vamos percorrendo. Atesta, não com uma função penalizadora de um Deus castigador, mas comprova as pequenas variações que podem existir se optarmos por um caminho de observadores.

#Aceitação #Alquimia #Remoção de Mágoas

As diferenças que te trazem junto a mim

Isto de nos aceitarmos não é fácil! Isto de nutrirmos amor por nós mesmos não é simples!! Este degrau que existe entre quem somos e quem desejaríamos ser é o ângulo vivo de frustração e raiva com que vivemos, isto é de como aceitamos e amamos a vida.

Assim, naqueles momentos iniciais que nos permitem uma tomada de consciência, antes mesmo de levantarmos todo o armamento das elocuções mentais e emocionais, existe uma oportunidade de perante alguma situação ou de perante o outro trazermos a aceitação e o amor à equação. Não aquela aceitação de faz o que quiseres, desde que não me incomodes! Ou de não sabe fazer diferente! Não é isso, é aquela aceitação em que eu também faço parte daquilo, por mais anormal que nos possa parecer.

Assim se alguém tem um comportamento que eu não aprecio, porque não usar aquele instante para relaxar e para criar um novo olhar sobre a situação. Se estás a ser inoportuno, se me estás a ignorar, se esse comportamento me envergonha, relaxa e fica presente. Dá espaço para que a tua reacção surja, mas que seja o teu corpo a reagir.

E deixa vir aquele momento na tua vida em que foste inoportuna, em que te ignoraste, em que te sentiste envergonhada por ti mesma. Essa aresta viva. E depois lembra-te que já consegues fazer diferente!

#Amor Incondicional #Cântico da Vida #Aceitação

E se eu fosse o meu amor

E que tal experimentarmos tudo aquilo que achamos que o outro nos deveria trazer? Será que o consigo fazer?

Quando quero a atenção do outro, será que consigo estar atenta ao que eu estou a dizer?

Quando quero o afeto e carinho do outro, será que consigo dar-me afeto e carinho, através de por exemplo dedicar algum tempo a cuidar de mim, escolhendo aquela roupa que tanto gosto ou disponibilizando tempo para aquela amizade que me é tão querida?

Quando quero que o outro me ofereça algo, será que o consigo fazer a mim mesma? Oferecendo-me aquela peça que há tanto tempo ando a namorar, ou aquele livro que vou rever sempre que passo na livraria, ou aquele ramo de flores que gostava que estivesse na sala de estar.

Será que consigo? Aturar-me todos os dias? Mimar-me todos os dias? Dar-me atenção todos os dias?

E se for só um bocadinho e se hoje não conseguir? Pelo menos estarei numa melhor posição para compreender quando o outro também não o consegue fazer.

O teu GPS

O exercício é o seguinte:

E se sempre que falasses com alguém, e por algum motivo ele não tenha compreendido o que lhe disseste, não o corrigisses?

Se eu digo que podíamos dividir os custos da viagem e tu me respondes que o teu gps não se costuma enganar, e se eu falo contigo e tu não ouves o que te disse, e se faço um comentário em relação a alguém e tu respondes que os figos estão deliciosos.

E se não corrigisses? Posso dizer-te que no início é um pouco incómodo, que ficamos ali com aquelas ideias a rondarem na cabeça, ou impacientes porque queremos algo resolvido.

Mas e se não está na altura de ouvir o que tenho para te dizer, se no limite poderá não ter qualquer interesse, e se deixar de me interessar o que achas de mim (resultado de todas as conversas interessantes que início), e se o que tu me dizes acaba por ser mais interessante do que estes pensamentos que se verbalizam, e se eu ficar em silêncio?

O que achas que é mais enriquecedor? Mais pacífico?

#Insegurança#Alquimia